Arquivo do mês: março 2010

Circuito Pocket Aces de Texas Hold´em

Filó, a melhor jogadora de Poker da república Lepidolupe, dá um show de estilo durante etapa do Circuito Pocket Aces de Texas Hold´em: nossa mascote fiel

Pra variar, mais uma vez, cai na bolha. Preciso rever alguma coisa no meu jogo, ou então as cartas precisam começar a bater. Das cinco etapas, só entrei In The Money duas vezes, sendo uma em segundo e outra em quarto. Por enquanto, a colocação no Circuito está OK – fui o único jogador a participar das cinco mesas finais até agora – mas a falta de resultados, digamos, mais expressivos já começa a encher o saco.

Mas enfim… quem levou a etapa, de novo, foi o Fernando Mão. Está jogando de forma sólida e tem contato com a sorte nos momentos decisivos. De novo, foi ele a me eliminar do torneio, na quarta posição, sendo que o torneio pagaria a partir do terceiro. Ity ficou em segundo, com Abusado em terceiro e eu em quarto.

Sem mais delongas, vamos ao ranking:

RANKING POCKET ACES
Colocação Jogador Pontos
Mão 116
Douglas 90
Graffite 88
Eduardo 87
Ity 59
Bunda 57
Ronaldo 57
Samamba 55
Tóchico 46
Abusado 39
10º Vladimir 35
11º Acajú 34
12º Barrichelo 30
13º Bolinho 29
14º Conselheiro 27
15º OB 26
16º Dalai 23
17º Marcelo 20
18º Pastel 20
19º Carlinhos 19
20º Cuzão 16
21º Tiagão  11
22º Med 6
23º Finazzi 5
24º Pinguim 5
25º Moisa 4
25º Cauê 4
26º Silvio 3
27º Lion 2
27º Dasein 2
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Talvez – por Marcelo Dias em www.inconfidenciaribeirao.com

Na boa, muitos repórteres – ou que se dizem repórteres – em Ribeirão deveriam ler esse artigo e colocá-lo na cabeceira da cama. Talvez repetirem, dia a dia, como uma espécie de mantra. O triste é que, infelizmente, quem tem talento para reportar não tem tempo. E a imensa maioria dos que contam com amplo tempo dispõem, em igual medida, de preguiça para ir fundo nas histórias e falta de talento e vontade para descobri-las. Segue o artigo de Marcelo Dias, que pode ser lido também no ótimo Inconfidência Ribeirão.

TALVEZ
Marcelo Dias

Talvez não seja a maneira mais prudente, mas denunciar de peito aberto os abusos de pessoas que detêm o poder, seja político, econômico ou ambos, é a essência do jornalismo. Mostrar para a sociedade crimes, condutas reprováveis ou simplesmente a realidade escondida. Ocorre que, na maioria das vezes, estas personalidades se envolvem em um manto perigoso para o profissional ou para o veículo que denuncia.

Como o político corrupto que, ao ser atacado, confrontado ou simplesmente questionado, joga as cartas de que dispõe. Se agiganta atrás de assessores que dependem do salário, da claque de correligionários angariados em comunidades ricas de promessas, dos advogados que se prestam a maquiar o óbvio, e por aí vai. Vencem pela intimidação oculta ou até mesmo escancarada. Não passam de biografias vazias de caráter e ética sustentadas na ignorância (ou não!) de quem deles depende.

Contam com a cobertura narcotizante da nossa imprensa. Há muito que o setor comercial é a mola propulsora da linha editorial dos veículos. Tratam os leitores como burros, ou seja, trabalhadores sem raciocínio. Ou, como definiu William Bonner sobre seu público médio, Homers Simpsons. Gratificante é observar a transformação que ocorre silenciosa. Programas de TV já exploram o arroz de festa dessa orgia pública. “É pouco perto do que eles poderiam fazer” – dizem os céticos. Mas é exemplo.

Não existe coisa mais fácil que acabar com essa hipocrisia. Use as ferramentas que a cidadania e a tecnologia oferecem. Faça requerimentos a respeito de gastos públicos em todos os setores deficientes. Questione. Garanta o anonimato das fontes e elas virão. Funcionários públicos corretos é o que não falta. E com vontade de falar. São os que se cansam de não poderem lutar contra algo que julgam gigantesco. Estude com disciplina militar cada item e escreva somente o que puder provar. O resto é firula.

Não faça por reconhecimento, vaidade ou interesse próprio. Fora do espetáculo midiático a reação à publicação será de baixo nível, ensurdecedora, difamatória e até mortal. O apoio será velado, tímido e pontual. A sensação de trabalho feito nasce na escrita da próxima matéria. Não se pode ter espírito de corpo, e sim, de sociedade. Jornalista, antes de diploma, precisa de verdade.

Indicação de blog

Meus caros, sempre fui um defensor pra lá de ferrenho dos blogs. É a chance de o jornalismo de verdade sobreviver aos interesses pra lá de escusos que, muitas vezes, norteiam a maioria dos meios de comunicação. Também é uma alternativa pra lã de pertinente para dar publicidade a denúncias sérias que, por interesses comerciais ou mesmo de logística, acabam não ganhando espaço nos meios tradicionais de imprensa.

E olha que, zapeando a internet por esses dias, achei um exemplo espetacular de blog. Trata-se do Inconfidência Ribeirão, um espaço instigante de idéias, com textos de qualidade e que trazem reflexão ao jornalismo.

Não tenho o prazer de conhecer os autores, mas desde já os parabenizo pela ótima iniciativa. E recomendo ferrenhamente aos seis leitores desse blog que, se puderem, acessem o espaço e deliciem-se com o excelente jornalismo produzido ali.

Pq diabos leio o blog do Schiavoni – Thiago Rociolli

Thiago Rociolli, el tangón, resolveu expressar seu sentimentos sobre minha pessoa

E dando continuidade ao momento “eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim…”

Bom, meus caros, essa delicinha de morango ai ao lado é o talvez mais tanga frouxa dos meus leitores. Literalmente.

Thiago Rociolli é jornalista e radialista. Foi meu estagiário no Comércio da Franca e, desde então, gosta de perder tempo com blogs nos quais eu escrevo. Um péssimo hábito, aliás, e que demonstra um alto nível de falta do que fazer. De toda forma, agradeço a atenção dispensada, meu pequeno gafanhoto. Sem mais delongas, a frase, curta e grossa, que ele me mandou.

Sim, eu leio essa joça. Porque leio? Ah, é uma necessidade fisiológica eu diria. E olha que nem sempre (ou nunca) está atualizado como deveria.
Ah, mas me divirto. E tenho dito.

Entrevista de Quinta – Fabinho da ONG Arco Iris

Eis, amigos, que, depois de alguns anos enterrada, reaparece neste humilde blog a sessão ENTREVISTA DE QUINTA. Publicada nesse sábado. A bola da vez é Fabio de Jesus Silva, gay mais que assumido e presidente da ONG Arco-Íris, que faz um trabalho pra lá de bacana em Ribeirão Preto no sentido de diminuir o preconceito contra Gays, Lésbicas, Travecos e Transexuais, entre outros tipos de sexualidade que, infelizmente, continuam reprimidas.

Fabinho, da ONG Arco Iris, durante evento na Câmara de Ribeirão: arrasa, mona!

Fábio viajou na última sexta-feira para Salvador, onde participa do mais importante evento gay do mundo. Nessa entrevista, concedida minutos antes da viagem, ele falou sobre o movimento gay em Ribeirão, sobre os preconceitos que sofreu enquanto homossexual e até sobre política e comportamento. Confira as opiniões desse polêmico guri na entrevista, transcrita na íntegra e quase sem cortes (só cortei quando ele citou o nome de um companheiro da imprensa, boiola mas não assumidaço, com o qual ele manteve relacionamento estável recentemente. E também quando ele citou o nome dos vereadores que diz ter enrrabado.

Fale um pouco sobre esse evento de Salvador. Como será?

Farei a abertura e fechamento, além mediação dos debates, na Primeira Conferencia Mundial do Movimento GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), um evento que reunirá representantes de 25 países em Salvador. Acontece de 26 a 29 de março e é organizado pela Associação Internacional de Gays. É um evento internacional importante.

Como surgiu o convite?

Fui convidado devido ao trabalho que fizemos em Ribeirão, que tem destaque nacional. Foram muitas brigas que acabaram sendo reconhecidas. Também acho que o pessoal dos outros países, e mesmo da capital, quer ver como funciona a cabeça dos gays do interior que, com certeza, sofrem mais com o preconceito e com a discriminação.

Você faz há mais de uma década um trabalho importante através da ONG Arco-Íris. Como surgiu esse trabalho?

Olha, sofri muita pressão quando fundei a ONG, pois era menor. Sofri muita discriminação, teve até um professor que me chamou de bicha na sala de aula. Posso dizer que isso foi o grande motivador do trabalho que fiz.

O professor de chamou de bicha no meio da sala? Com essas palavras?

Sim. O mesmo professor também me chamou de viado, de outras coisas pejorativas. Não pela questão de ser gay, mas tinha 15 anos, e, depois disso, a discriminação dos companheiros de escola era impossível de agüentar. Resumindo, entrei com uma ação por danos morais contra o Estado, já que a escola era pública, e contra o professor.

Qual era a escola?

Era a EE Meira Junior. Ganhei as duas ações e, com o dinheiro da indenização do Estado, montei a ONG, em 2000, para impedir que outros gays fossem humilhados como eu fui.

Você assumiu sua boilagem cedo? Como se descobriu viado?

 A gente não se descobre viado, a gente nasce bicha mesmo. Desde criança queria proximidade com homens bonitos, não no sentido sexual, mas queria que eles ficassem perto para que eu os observasse, os admirasse. Isso cresceu comigo desde sempre, então posso dizer, com orgulho, que nasci gay.

E como é o trabalho do Arco-Íris?

Temos 20 pessoas na diretoria e atendemos aproximadamente 250 pessoas por dia, não só de Ribeirão mas também da região. Quais as maiores vitórias da ONG, em sua opinião? A maior vitória foi o ambulatório de travestis e transexuais fundado pela USP e que atende os Travestis e transexuais da região. Lá, eles recebem acompanhamento psicológico e hormonal. Foi a primeira cidade de São Paulo a ter esse tratamento diferenciado, sendo que São Paulo foi o primeiro Estado a ter esse ambulatório. Fica na escola da USP da Cuiabá, embora não tenha nada a ver com a Prefeitura.

 Outra luta foi conseguir duas leis, uma que institui o dia de combate à homofobia, 17 de maio, e a outra é o do orgulho gay, que é nossa parada e está no calendário da cidade. E como você coloca Ribeirão nesse sentido? Estamos a frente ou atrasados em relação à causa gay? Ribeirão está muito atrasado, a cidade é muito conservadora. Precisamos quebrar isso, bater de frente com o governo, aparecer e mostrar que os gays têm que ser respeitados.

Você bate de frente com a prefeita Dárcy Vera em muitas oportunidades. Acha que ela não apóia a causa gay?

Que isso, ela virou evangélica. Falar com ela é quase impossível. Só promete, promete, promete, não faz nada. Hoje, posso dizer até que ela é inimiga dos gays.

Mudando de pau pra cacete – perdão pelo trocadilho – já comeu mulher?

Pouquíssimas vezes. Mas já sai com um cara casado que tinha tara em ser enrrabado na frente da mulher. Naquele dia, acabou rolando de eu comer a mulher dele, e nem broxei. Ele ficou me beijando, me estimulando, e consegui não broxar, foi bem na boa. Mas gosto mesmo de ser gay, de homem.

Ativo ou passivo?

Sou mais ativo. Mas isso sempre varia muito, dependendo do momento, do parceiro.

Pra fechar, sempre tive uma curiosidade. Te incomoda esse lance de ser chamado de bicha, viado, essas brincadeiras?

De jeito nenhum. O que me incomoda é o preconceito. Bicha, viado, gay, homossexual, no fim tudo é a mesma coisa. Não me incomoda a terminologia, mas sim o preconceito. Eu acho, sinceramente, que todos devem aproveitar a vida ao máximo.

É verdade que, em Ribeirão, muita gente da alta sociedade procura viados?

Menino, acontece demais. Essa geração mais nova quer mais aproveitar, não tem tanto procenceito. Muita gente procura a gente e quer dar a bunda mesmo, quer que a gente coma. É até engraçado, os boyzinhos falam com a gente, depois dizem que gostaram. É uma geração mais livre.

Tem muita gente conhecida que não se assume?

É o que mais tem. Gente que procura os travestis querendo ser enrrabada. Posso dizer que já comi até um vereador! E nem é aquele que todo mundo sabe que é viado. É outro, mais homenzinho, que ninguém desconfia. O que posso dizer é que, se todo gay enrustido se assumisse, não haveria tanto preconceito. Mas agora quero fazer uma pergunta. Você já saiu com homem, ou tem vontade?

Só troca-troca na época de criança. Não sei se conta. Conta?

Claro que conta. Gostou?

Não lembro direito. Mas não tenho curiosidade de lembrar como é não. Nada contra, mas acho que já defini meu lado. Mas tenho muitos amigos gays, são até maioria acho. Tanto em Ribeirão quanto em Franca.

Mas sempre pode mudar, né? Acho que todo mundo tem que aproveitar, porque o pó é o destino de todos. E os bichos comem as bichas e os heteros, tanto faz.

Botafogo 3 X 3 Santos (juiz 2)

Equação simples: O jogo de ontem, que oficialmente teve o placar de 4×2 para o Santos, acabou empatado em 3 a 3. Acontece que, ainda quando o jogoa estava 3 a 2 para o Peixe, o Botafogo empatou em um gol legitimo que foi malandramente anulado pelo juiz do jogo, que deve ter passado a infância inteira em Santos e, inclusive, ter um retrato autografado do Pelé em casa.

Minutos depois, o Santos fez 4 a 2 em um contra ataque. Só que, no início da jogada, o avante santista segurou vergonhosamente a camisa do zagueiro panterino e o puxou. Lance na cara da bandeirinha loira que nada marcou. Pra variar, mais uma vez, garfaram o Fogão no apito amigo.

Roubalheiras a parte, foi um bom jogo de futebol. A equipe do Santos, do meio pra frente, é rápida e insunuante, habilidosa mesmo. Passes rápidos e muita criatividade. E o tal de Paulo Henrique Ganso, que marcou o primeiro gol do jogo, é um meia fora de série, o melhor que eu vi jogar nos últimos anos no Brasil. Pena que não deve ficar nem mais um ano em terras tupiniquins.

De resto, o Botafogo jogou direitinho. A defesa tomou dois gols bobissímos, absurdos mesmos, em duas bolas paradas nas quais, diz a regra do futebol, não se pode tomar. De resto, os defensores foram bem (curioso dizer isso, mas, fora os dois erros, a defesa do Botafogo marcou certinho o Santos).

A ataque tricolor, por sua vez, foi perto de deprimente. É hora de repensar o William como titular. Ele não vem jogando nada há algum tempo e o primeiro gol do Peixe saiu após uma jogada infeliz, no meio campo, na qual William dominou bizonhamente a bola e cabou desarmado.

De toda forma, foi a primeira vez do Gabriel no campo – fotos em breve. Tah certo que ele dormiu com menos de 30 minutos do primeiro tempo e prestou mais atenção no helicóptero da PM do que no jogo, mas foi gostoso. Embora emputecido com o juiz e triste com a derrota, fiquei feliz de ter levado meu filho ao Santa Cruz e por ter visto um bom jogo de bola. Mas, para a história mesmo, ficará o tal de Ganso que, com seu estilo cadenciado e sua qualidade será, em breve, o melhor do mundo em algum clube da Europa.

Dica para a administração (?) de RP

Quadro ilustra engarrafamento em grande cidade: PORRA MEU, VAI SE FODER VOCÊ E AS PLANTINHAS DO CANTEIRO CENTRAL DA CHICO JUNQUEIRA

Você sai de casa às 7h50 da manhã para o trabalho. Seu time jogou – e perdeu – no dia anterior, por culpa de um juiz, digamos, larápio e você, de tanta raiva, nem conseguiu dormir direito. Pega o seu carro – pois você é um cidadão motorizado, olha que luxo! – e ruma para o escritório em uma sexta-feira que promete ser o ó.

Logo ao chegar na rotatória Amin Calil, você vê seu carro parar. Uma fila sem tamanho de carros está, como você, parado. O caminhar é lento – cem metros em dez minutos, uma boa média, a se contar os engarrafamentos da semana. Sem rádio no carro – acabou a bateria do MP3 você abre os vidros – seu carro não tem ar – e vai sentindo as gotas de suor empapando a camisa, que estava passadinha e cheirosinha antes de você sair de casa.

No meio daquela sauna, você anda mais algumas centenas de metros. Alguns quarteirões depois – você está definitivamente encharcago – gordo sofre, minha gente – a temperatura do seu carro passa da metade aceitável e já são 8h20. Você nota, para seu desespero amplo, geral e irrestrito, que a lentidão no trecho não foi causada por um acidente, nem pelas obras anti enchente, nem por alguma cratera monstruosa dessas que insistem em aparecer, pintadas de rosa, pela cidade.

Não, você avista um caminhão gigantesco, parado na faixa da esquerda, com um guardinha mala da Transerp sinalizando, enquando um alegre grupo, no caso específico de cinco pessoas, vai dando, lenta e alegremente, os retoques nas plantinhas que adornam o canteiro central da avenida.

O grupo está animado. Algum dos filhos da puta deve ser santista, você pensa, já contrariado. Indignado – já são 8h30 e você com certeza vai chegar atrasado ao trabalho – você passa pelo alegre grupo e, não resistindo, solta um proverbial palavrão – VAI TOMAR NO CU – que você guarda só pra você. Não resistindo, diminui ainda mais a marcha, coloca o cabeção pra fora e grita: PORRA, CARÁLEO, ISSO É HORA DE ARRUMAR PLANTINHA? TRABALHA DE NOITE, CACETE!

Ai o motorista do caminhão, muito cordato, solta a pérola: Reclama com a prefeita, mala! E não embaça pra não enrolar o trânsito.

Você, puto da vida, segue o congestionamento. O trânsito começa a fluir com mais rapidez até que, cinco quadras depois, novo congestionamento. “MAIS PLANTINHAS DA PORRA”, você pensa. Mas, claro, estã enganado!

Eis que surge um caminhão do Daerp tapando um buraco, que deve ter sido, inclusive, feito por eles alguns dias antes por conta de algum reparo. Claro que esse caminhão é tão, ou mais, grande que o outro. Mas os trabalhadores são menos animados: dois jogam terra no buraco de cima do possante, um autro tapa enquanto uma meia dúzia fica em cima do veículo, proseando.

Nessa altura você já está xingando até a sua bisavó: IDIOTA, PQ VC NÃO PEGOU A 13 DE MAIO? BICHO BURRO DO INFERNO. Mas não adianta. Agora que está no inferno, abrace o capeta, é o lema.

Exatas 1h12 minutos depois de deixar sua residência, você chega ao seu local de trabalho. Um trajeto que demoraria, no mãximo, 20 minutos. Imagine a sua felicidade.

Pois bem, prelúdio feito, lá vai o pedido: Prefeita rosa, não mande equipes do Tapa Buraco, nem da Daerp, nem permita que as obras de emperiquitamento da Francisco Junqueira, ou mesmo as anti enchentes, aconteçam nos horários de pico. Isso é de foder até o mais amável dos homens.

Aliás, é o cúmulo da burrice interditar meia pista da avenida mais movimentada de Ribeirão Preto no horário compreendido entre 7h30 e 9h30 ou das 17h30 às 19h. O engenheiro de tráfego mais incompetente do mundo sabe que, nessas horas, só serviços emergenciais.

O bom senso manda, em casos parecidos, que as obras sejam feitas à noite. Tipo depois das 20h, ou, no mundo ideal, de madrugada mesmo, quando o tráfego é infinitamente menor e as obras não causam prejuizos aos motoristas.

Isso envolve, claro, um planejamento minimente decente para as ações, o que não parece o caso do anencéfalo governo que temos em nossa cidade. Mas, mesmo na impossibilidade de deslocar os trabalhadores para fora do horário comercial, a nobre prefeitura devia estudar a idéia de impedir trabalho nos horários de pico. Questão simples de lógica, mas que parece díficil para os limitados cérebros da atual administração rosa choque, da qual temos tantos exemplos que, para não ser injusto com ninguém, fica mais fácil ressaltar as exceções do que as confirmações.

No caso da Francisco Junqueira, o infeliz que é obrigado a passar por lá demora, via de regra, pelo menos 1h para trafegar em um trecho que, em dias normais e com movimento normal, mas sem os caminhões infelizes que atolam meia pista, demorararia 20 minutos. Para meu azar, eu sou um desses infelizes.