Arquivo do mês: agosto 2010

MP quer Dárcy em cana por picaretagem em licitação do lixo

Existem alguns momentos únicos. Hoje, positivamente, é um deles.

Não sou de torcer pelo fracasso de nenhuma administração. Juro. Mas imaginar que Darcy Vera (DEM), a prefeita rosa, assessorada pelos maiores bandidos da história de Ribeirão Preto passaria quatro anos sem ser pega com a boca na butija era sonho demais.

Pois bem, escondida na capa do jornal Tribuna Ribeirão vi uma chamada sobre um processo do lixo. Gosto do assunto e resolvi tomar conhecimento da matéria. Quase pulei da cadeira quando vi do que se tratava.

Mas vamos ao caso.

O Ministério Público Estadual abriu, em fevereiro de 2009, um inquérito civil para investigar possível direcionamento na licitação para serviços de transporte e destinação final do lixo em Ribeirão Preto. Diz a uma matéria do Estadão:

“A vencedora é a Leão Ambiental, do grupo Leão & Leão. A empresa foi a única a apresentar propostas de preço para os serviços, que podem render até R$ 25 milhões em 30 meses. A Leão & Leão chegou a ser denunciada em 2006 no processo da máfia do lixo e acusada de ter desviado R$ 30 milhões dos cofres da prefeitura na gestão Antonio Palocci (2001 -2002)”.

Até ai, tudo bem. Quem é de Ribeirão e quem já trabalhou na imprensa de lá, como meu caso, sabe que o problema não é só da Dárcy. Todos os governos desde o primeiro mandato de Palocci – Jábali, Gasparini, Maggioni e Dárcy, e desses eu falo porque acompanhei- fizeram licitações para beneficiar a Leão. Da forma da mais deslavada picaretagem. O esquema da propina e das picaretagens é bem conhecido de qualquer um medianamente informado. Imagno que rolava nas administrações anteriores, embora não tenha vivido tal época.

Mas ai acontece o milagre: o MP vem e fala abertamente isso. Eis a matéria do Tribuna, em um belíssimo trabalho de apuração dos repórteres Lauro Sampaio e André Luis:

“A Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) apresentou denúncia contra a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy da Silva Vera (DEM), no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) por crime de responsabilidade. O procedimento tem por base supostas irregularidades no processo de licitação do serviço de transporte e destinação do lixo do município, aberto em dezembro de 2008, durante a administração de Welson Gasparini (PSDB) – o contrato foi assinado em abril de 2009, na gestão da democrata.

A responsável pela denúncia é a procuradora Márcia de Holanda Montenegro. A acusação será analisada pelo desem­bar­gador Camilo Léllis, que após a apreciação emitirá parecer contrário ou favorável. O voto do relator será analisado por outros dois magistrados. “Em caso de concordância com a denúncia, aí sim será instaurado um processo crime. Por enquanto é apenas um processo investigatório”, afirma a secretária de Negócios Jurídicos, Vera Lúcia Zanetti.

Ai a matéria, muito bem escrita e editada, por sinal  só com o título muito fraco, o que não é do feitio do Hilton Hartman, o maior mancheteiro de Ribeirão – segue contando o caso. Eu manchetaria assim:

MP chama Dárcy de bandida por picaretagem em licitação do lixo

Procuradoria pede que prefeita vá ao xilindró por roubar dinheiro do povo; para assessor rosa, “isso é normal”

Ou, mais jornalisticamente

Máfia do Lixo

MP pede condenação criminal de Dárcy por direcionamento de licitação

Procuradoria quer que prefeita seja responsabilizada pelo crime; assessoria considera fato “normal”

E, depois, comenta

“Já o vereador Gilberto Abreu (PV), que presidiu uma Comissão Especial de Estudos (CEE) para acompanhamento de editais da Câmara Municipal, afirmou não duvidar e até acreditar que o direcionamento tenha de fato ocorrido. “É comum entre as empresas que disputam licitações, ajudarem-se umas às outras. No caso do lixo então, elas demarcam território”, ressaltou o parlamentar que, apesar de acreditar nas supostas irregularidades, disse que não poderia acusar a prefeita Dárcy Vera pelo ocorrido”.

Natural. Ele é da base que elegeu a prefeita e tem cargos pessoais e do partido na administração. A matéria segue contanto o causo. Recomendo a todos a leitura. E agora vamos cornetar.

Havia comentado sobre a letargia do MP, e agora sou obrigado a reconhecer que minhas críticas deveriam ser melhor relacionadas e excluir, talvez, alguns do criminal. Mea culpa feita, me chocou saber a versão do nosso pederasta querido, o assessor rosa, dizendo que “isso é coisa normal”.

Normal o caráleo, isso é bandidagem e da grossa. Bendito MP que declarou aos quatro ventos que quer a prefeita rosa, que já foi chamada de bandida por uma sentença judicial, tem que ir em cana pra aprender a roubar dinheiro do povo.

E tem mesmo.

O passado, a biografia egressa e as “realizações” de dois anos de governo não deixam dúvidas. Ainda que pese sua baixa capacidade intelectual para assaltar os cofres públicos, a prefeita rosa fez o que de pior pode se esperar de um governante: aliou-se ao mais podre da cidade. Não é novidade que a família Rossi e o Palocci mandam, desmandam e remandam na administração. Que, salvo honrosas exceções, as pessoas que deveriam assessorá-la são bandidos, picaretas da pior espécies, gente com condenação por dano ao erário, enfim, ao que de pior assola a politica de Ribeirão.

Hoje estou um pouco de alma lavada. Mesmo longe, em Franca, dói a cidade na qual cresci e me criei ser assaltada por bandidos dessa sorte. Mas hoje, ainda que eu saiba que as chances de isso dar em nada são gigantescas, senti que não estou sozinho. Que não sou o único que sabe da (falta de) caráter dessa gente.

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E pra fechar…análise de Poker

Bom, pra fechar essa série de postagens, vamos desopilar o fígado e falar um pouco sobre poker.

Em julho, me propus um desafio de jogar poker estilo cash game (dinheiro vivo) em mesas de limite muito mais alto que a minha bankroll permitia. Eu, que tinha juntado mais ou menos R$ 250 jogando torneios pequenos, passei a jogar em mesas onde o pingo era de R$ 50. Em média, cada rodada tinha pelo menos R$ 20 na mesa. Em alguns casos, os potes chegavam a R$ 200. Posso dizer que a experiência foi recompensadora.

Por duas semanas, joguei entre pessoas com nível superior ao meu. Ao ao menos com muito mais grana. E não fiz feio. Cheguei a triplicar minha quantia inicial. Mas ai, em um dia especialmente ruim, onde joguei com muita ravia – tinha tido uma briga no mundo real bem fodida – acabei perdendo boa parte disse. Com um pequeno lucro, resolvi voltar aos limites baixos e cuidar da minha bankrool.

A verdade é que percebi que, em momentos nos quais eu me descontrolava, fosse por motivos online ou na vida real, tinha a péssima tendência de fazer jogadas idiotas, jogar mais que devia a apostar muito mais que a minha banca permitia. Via de regra, acabava quebrando e, sem limite, não conseguia deixar a mesa no azul.

Claro que só jogava com o meu lucro, então não perdi dinheiro. Mas perdia o lucro. Ou parte dele.

Então, fiz um programa de estudos pra jogar. Determinei tipos e quantidades de torneios por dia. Posso dizer que está funcionando. Na primeira semana com o novo método, consegu um aumento de 60% no meu bankroll. De 23 torneios de US$ 1 que joguei, consegui premiações em nada menos que 12 deles. E venci cinco. Uma excelente média para limites baixos com a qual, sde for mantiva, em menos de dois meses me possibilitará jogar em limites um pouquinho mais altos. Se tudo correr bem, a expectativa é que, até o fim do ano, eu esteja jogando sem presso os torneios de U$ 3. Para o fim de 2011, e meta é mais ambiciosa: quero jogar os torneios de US$ 10 dolares e voltar aos cash games, nos limites de US$ 0,10/USS 0,20. Vamos trabalhar pra isso.

Mas enfim, me empolguei e sai do foco. Isso tudo foi para dizer que, como parte da rotina de estudo, vou postar aqui, pelo menos uma e no máximo duas vezes por semana, alguns aprendizados que obtiver ao longo da semana. Uma análise de mão jogada, uma consideração sobre o esporte, enfim, qualquer coisa que tenha relação com o Poker.

Ah! E por favor. Se alguém tiver alguma pergunta ou opinião, não deixe de avisar. Quem sabe rola uma interação legal?

Botafogo deprimente

Todas os elogios que a diretoria do Botafogo Futebol Clube mereceu no primeiro semestre foram feitos por esse blog. Mesmo discordando – como sempre! – de algumas coisas, não dá pra negar que o planejamento imposto por Luiz Pereira e equipe foram bem sucedidos. A equipe não só se manteve na primeira do Paulista, como planejado, como também conseguiu a vaga à Série D e o campeonato do interior. Sõ não beliscou uma semifinal porque vacilou em alguns jogos importantes.

Mas o que fizeram com o Botinha no segundo semestre foi uma piada de péssimo gosto. A começar pela parceria desgraçada que tentaram arrumar. Porra, quando esses caras vão entender que essas parcerias só fodem os times e que não acrescentam nada? Um trabalho de base bem feito – ou seja, onde o clube ganhe, não os empresários e picaretas da bola – rende muito mais.

A plahaçada continou quando decidiu-se não participar da Copa Paulista. Seria uma oportunidade de ouro pra colocar as categorias de base pra jogar, enquanto um time mais forte disputava a Série D. E, caso acontecesse uma eliminação, manteriasse o futebol funcionando.  Agora, com o Botafogo eliminado do torneio nacional, os torcedores estão condenados a praticamente quatro meses de inatividade. Pode ser normal para o Bafo, mas para nós, nunca!

Depois, a diretoria se deu conta da merda que fez e acabou com a parceria. Em um tornreio de tiro curto, erro fatal. Com duas partidas de quatro já jogadas, fica inviável tentar salvar a lavoura. E foi exatamente o que aconteceu. Com derrotas risíveis e atuações pra lá de patéticas, o Bota foi eliminado, em casa, em uma derrota para o inexpressivo Cene, do Mato Grosso.

Resumindo, a diretoria deu uma aula de como não se deve preparar uma equipe. Fez tudo errado. E quem paga pela lambança, mais uma vez, é o torcedor. Condenado a ver, mais uma vez, o Pantera longe dos grandes palcos nacionais.

O MP de RP está uma piada

Caros e caras, domingo a noite, fim de semana de merda. Hora perfeita para cornetar e aliviar a alma.

Eis que tive o quase prazer de passar o fim de semana em Ribeirão, ao lado da família. E, mesmo sem andar muito pela cidade, percebi algumas coisas que me fazem pensar: O Ministério Público de Ribeirão Preto, antes tido como um dos mais combativos do país, virou uma piada. E de mal gosto.

A começar pela questão eleitoral, que ganha ares de definitiva palhaçada. Se o que existe na cidade não é abuso do poder político e econômico, adoraria saber o que poderá ser enquadrado como tal. Palavra que nunca vi uma compra tão no atacado de órgãos de imprensa e jornalistas. Don Eliézer, la bichita, parece um general. Comprar a imprensa é sua principal função. Nem sempre consegue. Sabemos que competência não é exatamente a melhor qualidade dele. Mas tenho relatos de gente com programa independente de rádio, em comunitárias e piratas, que já foram chamados para conversar. O mote é oferecer todo o “apoio cultural” possível para que o governo rosa, que só não é um naufrágio porque mierda não afunda, seja salvo pelo quarto poder.

Nesse fim de semana tive o prazer de ver op programa de Dulce Neves na Clube. Gente, dois blocos só pagando pau pra tia Dárcy. A bela jornalista, por sinal “esposa” de um dos secretários de Dárcy – talvez um dos melhores, deve ter colocado, sei lá, uns dez minutos de imagens da Prefeita. Se fosse um jornal oficial, feito pela assessoria da Prefeitura, não seria tão chapa branca.  Que a Dárcy banca o programa de Dulce – entre outras cositas – qualquer ingua comunicacional de Ribeirão sabe. Só queria saber quanto morre na brincadeira, falando em reais e não em serviços, sexuais ou não.

Mas os ilustres promotores estão silenciosos.

Da mesma forma que ficaram silenciosos quando a cidade inteira soube que eu havia sido demitido do A CIDADE a manda da tia Rosa. Recebi solidariedade de três promotores, que me ligaram e, em off, comentaram o caso. Mas, se sabem o que aconteceu, como autoridades, foram coniventes com essa corrupção absurda e que, infelizmente, tão normal e impune acaba sendo em todo o interior do Brasil. Mas esse post não é sobre mim. Foi só um adendo.

O fato é que vejo as coisas a cada dia mais errado. A Câmara se vendendo a preço vil, a imprensa – não toda, mas boa parte – mais chapa branca do que nunca, a Prefeitura gastando mais do que gasta com Esporte e Cultura em publicidade e ninguém fazendo nada. Até quando?

E para não dizer que não falei das flores, não costumo cuspir em prato que comi, mas a detenção de um assessor de Fernando Chiarelli (PDT), meu ex-patrão, com drogas dentro de uma perua que servia como divulgação da campanha de Chiarelli era caso, no mínimo, para apuração severa da Justiça eleitoral. Mas, como sempre, ninguém faz nada nessa terra de ninguém.

Um mundo de cornetas

Os dias têm passado muito rápido. Desde que virei Chefe de Redação nas revistas Mérito e Enfoque, de Franca, tenho tido pouco tempo livre para postar as coisas que gostaria. E, confesso, tenho dedicado parte do pouco tempo livre a estudar poker e aumentar meu bankroll…então, vou tentar escrever algumas coisas que estão, há alguns dias, na bica de serem ditas mas, por problemas diversos, não tenho conseguido escrever.

A primeira delas é uma constatação: como tem corneteiro nesse mundo. Certas vezes, me sinto até principiante. Olhem a história que aconteceu.

Postei aqui, há coisa de uma ou duas semanas, sobre a história de um francano com nome identico a um grfande jogador – o maior de todos os tempos. Claro que não sou tonto e tenho alguns documentos em mãos para eventuais contestações judiciais que, creio, não devem ocorrer. Ainda assim, qual a minha surpresa ao abrir minha caixa de e-mail particular e receber, no dia seguinte, cinco e-mails, de pessoazs diferentes, cada um contando mais detalhes sobre o nosso pelezinho.

Agora, o que mais me surpreendeu e deixou-me estupefacto com a capacidade humana, demasiadamente humana, de cornetar foi o naipe de detalhismo de um dos cornetas que, suspeito eu, é meu conhecido pessoal.

Sob um e-mail, digamos, anônimo, a fonte mandou o nome da companheira do referido profissional, com cargo, número de matrícula e salário, em cópia de documento timbrado da Assembléia Legislativa e o link para conferir a informação no diário oficial. |Tudo grifado e selecionado, claro, para evitar o trabalho.

É olhando uma cornetagem profissional desse naipe que percebo: sou, com certeza, um mirim da cornetagem perto dessa gente de peso.

Amanha, ou terça no máximo, posto o documento para quem quiser guardar como recordação.

Mamata estadual

Sérá que é verdade?

Corre à boca miúda que um prestigiado repórter do jornalismo francano, famoso tanto pelo talento quanto pela falta, digamos, de atributos morais mais sólidos,  recebe parte de seus proventos direto do gabinete de um deputado estadual da Assembléia Legislativa de São Paulo.

A situação perdura há anos mas, de alguns tempos para cá, a maracutaia foi se refinando. Primeiro, há um laranja na história, no caso a mulher do repórter. Ou quase ex-mulher, não sabemos ainda. Depois, a mamata, negociada com um influente e nada fluente deputado local, ganhou ares de produção hollywoodiana. Para não despertar suspeitas, a nomeação é cruzada.

O nada fluente francano nomeia um funcionário de outro deputado e, na camaradagem, o outro deputado faz o mesmo mimo. Tudo feito, claro, sem que os envolvidos tenham sequer que ir a São Paulo ou a qualquer escritório regional bater ponto.

Será que é verdade?

Franca, a terra das coisas esquisitas, parte I

Quando eu digo que Franca é a terra da tosquice, alguns acham que eu estou brincando. Então, aproveitando a seca de criatividade para escrever cornetagens simpáticas neste blog, vou colocando algumas das pérolas que recolho todos os dias na imprensa fracana e compartilhando com o mundo.

O caso dessa vez não está no padrão 100% Franca. Aqui, geralmente as coisas são mais toscas. Mas serve para ilustrar. A matéria foi levantado pelo excelente repórter de rádio André Poeta, da Hertz, e repercutido por toda a imprensa francana ontem e hoje. A matéria abaixo é do três vezes glorioso Comércio da Franca e foi escrita pelo repórter Barros Filho, a quem infelizmente ainda só conheço do rádio.

Tomo a liberdade de colocar apenas o primeiro techo. Mais detalhes e o texto completo pode ser acessado no www.comerciodafranca.com.br. Fiz uma pequena edição – aliás, a história publicada no jornal saiu meio sem pé nem cabeça… errinhos de edição. Por sinal, por conta de uma regra boba da imprensa – pelo menos eu acho –  o leitor deixou de ser informado corretamente. Os dois homens foram encontrados mortos depois de cometerem suicídio por enforcamento.

INVESTIGAÇÃO
Funerária manda corpo errado para o velório

A troca do corpo de um homem no domingo virou caso de polícia. A família do sapateiro Cláudio Cruz, 38, que residia no Jardim Paulistano e morreu no início da madrugada de domingo, indignada, registrou um boletim de ocorrência no plantão policial. Segundo o delegado João Walter Tostes Garcia, que registrou o fato, não houve crime, mas os parentes vão pedir uma investigação para apurar se a responsabilidade pelo erro teria sido do IML (Instituto Médico Legal), onde a autopsia foi realizada, ou da Funerária Tedesco, contratada para realizar o velório e sepultamento. O equívoco, segundo Carlos Alberto de Lima, 39, gerente da funerária, foi cometido por um funcionário da funerária.

A confusão na troca dos corpos, segundo Carlos Alberto , gerente da Funerária Tedesco, foi causada pelo fato de, no mesmo dia, ter ocorrido duas mortes com as mesmas características.  O primeiro caso vitimou Cláudio Cruz, 38, que residia no Jardim Boa Esperança. A mulher dele, a cozinheira Thelma Aparecida Leal, 39, ao chegar em casa no início da madrugada do último domingo, depois de passar a noite trabalhando, foi recebida pelos dois filhos, de 5 e 2 anos. Ela estranhou e, ao sair à procura do marido, deparou-se com o homem morto dentro do banheiro.

Posteriormente, por volta das 9h30 da manhã, a polícia foi comunicada de outra morte, no Jardim Califórnia. Uma dona de casa, de 65 anos, se levantou e foi até a cozinha preparar o café, onde encontrou o filho Fabrício Gomes, 30, já sem vida. Segundo o gerente da Tedesco, chegando ao IML, o motorista da funerária avistou o corpo de Fabrício Gomes sobre a mesa. E, imaginando que fosse Cruz, levou o cadáver para a funerária e fez a preparação do corpo. Para compensar os transtornos, a Funerária Tedesco colocou sua sala no Velório São Vicente de Paulo à disposição da família, o que foi aceito.