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III Etapa do Ribeirão Poker Tour

Com entradas de torneios de R$ 480 a R$ 20, Ribeirão Poker Tour acontece nos dias 1, 2 e 3 de julho e tem premiações que superam os R$ 35 mil; 600 jogadores devem passar pelo evento

Segunda edição do Ribeirão Poker Tour: sucesso

Os fãs de pôquer tem a oportunidade de vivenciar neste fim de semana, em Ribeirão Preto, uma experiência única: exercitar as habilidades em um dos maiores torneios paulistas do esporte, tendo na cadeira ao lado grandes campeões do Brasil, além da chance de disputar uma premiação que ultrapassa os R$ 35 mil. É o Ribeirão Poker Tour, que realiza sua terceira etapa nos dias 1, 2 e 3 de julho.

O evento é o segundo maior, em número de participantes, do Estado de São Paulo, será realizado no Hotel & Resort JP e a estimativa dos organizadores é que pelo menos 600 jogadores passem pelo evento durante seus três dias. No total, são programados quatro torneios, com entradas que variam de R$ 480 a R$ 20.

Segundo Bruno Assunção, um dos organizadores do evento, há espaço para todos os tipos de público, desde jogadores profissionais a amadores. “Esse é o grande evento do pôquer da região e estamos abertos para todos os jogadores. Temos notado que muitos amadores têm conseguido se classificar bem, na faixa de premiação, o que mostra que esse é um torneio bem eclético”, comenta o organizador.

Cristiano Camargo, o Cofrinho, campeão paulista de pôquer, é um dos que estará em Ribeirão especialmente para o evento. Ele ressalta que, dentre todos os torneios que costuma jogar no interior paulista, o Ribeirão Poker Tour é um dos mais interessantes. “O nível é bom e existe essa mescla interessante de profissionais e amadores, o que favorece um clima muito saudável e amistoso. Além disso, enfrentei amadores que poderiam muito bem jogar as etapas do campeonato paulista”, comenta ele, que terminou em terceiro a última edição do evento

Evento Principal

Realizado em dois dias, o Evento Principal do Ribeirão Poker Tour, com entrada a R$ 200, começa no sábado a partir das 14h. Os participantes jogam até que se alcance a zona de premiação. No segundo dia, todos os classificados voltam para o local do evento e participam da final, onde acontece a definição das posições. A premiação garantida ultrapassa os R$ 20 mil. O número de premiados varia em função do total de inscritos, mas, nos últimos eventos, foram pelo menos nove. Para o primeiro colocado, a premiação fica na casa dos R$ 6 mil, enquanto o nono recebe R$ 400.

O torneio, com estrutura que permite um jogo mais técnico, tem stack inicial de 20 mil fichas e pingos que começam em 50/100 e sobem de meia em meia hora. Os intervalos acontecem a cada duas horas de jogo.

Bruno e Dudu, dois dos organizadores do Ribeirão Poler Tour

Bruno ressalta ainda que o Ribeirão Poker Tour reúne jogadores de mais de 40 cidades ao redor de Ribeirão Preto, contando com a presença também de jogadores do Triangulo Mineiro e de outros estados. “Além dos jogadores da cidade, haverá a presença de alguns dos melhores jogadores do Brasil, incluindo alguns campeões de etapas do Circuito Paulista e do Brasilian Series of Poker, dois dos maiores eventos do país”, explica.

Ranking e opções

Assunção informa ainda que haverá um sistema de pontuação para todos os jogadores que disputarem o Evento Principal. No fim do ano, quando acabarem as etapas, que serão disputadas mensalmente, quem somar mais pontos ao longo de todos os torneios ganha, além das premiações de cada etapa, um carro zero quilômetro no valor de R$ 25 mil. “É uma forma que encontramos para estimular a regularidade dos jogadores. Com isso, é possível que, mesmo sem ganhar uma etapa, seja possível conquistar um excelente prêmio”, avalia.

Além do Evento Principal, há outros torneios que acontecerão nos três dias de evento. No torneio mais caro, o High Rollers, a premiação garantida é de R$ 15 mil e o jogo acontece na noite de sexta-feira. No sábado, além do Evento Principal, acontece, às 18h, o Second Chance, com entrada a R$ 50 e premiação variável, dependendo do número de inscritos.

Cristiano Camargo, o popular Cofrinho, uma das atrações do evento

No domingo, além da Mesa Final do Evento Principal, os jogadores ainda têm a chance de disputar o Last Chance, torneio com entrada de R$ 20. Institucional O Ribeirão Poker Tour é organizado pela Associação Regional Amigos do Poker, em parceria com a Any2 Eventos. Mais informações podem ser obtidas através dos sites http://www.amigosdopoker.net ou http://www.amigosdopoker.com.br. A organização também disponibiliza o telefone (16) 9270-9130 para que qualquer dúvida sobre o evento seja sanada.

Jurídico

Vale lembrar que o Poker, modalidade Texas Hold´em, foi reconhecido oficialmente em 2010 pela Federação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA) como esporte de habilidade. Com isso, o pôquer chegou a ser cogitado pelo Comitê Olímpico Internacional decidiu para estar presente nas Olimpíadas de Londres, em 2012, como esporte de apresentação.

Bruno Assunção faz questão de ressaltar que o torneio realizado em Ribeirão é totalmente legal e conta com autorização das autoridades municipais e estaduais para sua realização. “Existem decisões do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e um laudo da Polícia Civil paulista que reconhecem o pôquer como jogo de habilidade. Nosso torneio acontece respeitando a legislação e com os respectivos alvarás”, explica.

Vale ressaltar que, no sistema de campeonato, não há apostas em dinheiro. O concorrente paga uma inscrição e recebe um número de fichas cujo valor é simbólico para efeito da disputa. O que está concorrendo é um prêmio ao final da competição. “É o mesmo que acontece em esportes como o golfe e o tênis dentre outros”, ressalta Bruno.

Brasil no centro do mundo do pôquer – A conquista de Akkari

Andre Akkari, que conquistou o WSOP: orgulho para o Brasil

E olha que hoje, que tinha tudo para ser um dia morto, acabou sendo uma data memorável. E explico as causas. Andre Akkari, esse ai ap lado, um dos jogadores de pôquer mais gente boa do Brasil, puxou o 45 evento da World Series of Poker, um dos maiores torneios mundiais do poker. É como se fosse um Grand Slam do Tênis e, portanto, um feito notável, para ser comemorado mesmo pelo esporte brasileiro.

Ele é o segundo brasileiro na história a ter tal honra. O pioneira havia sido o Alexandre Gomes. Não conheço nenhum dos dois pessoalmente, mas conheço algumas pessoas que já jogaram ao lado de Akkari e garantem que o cara é realmente muito gente boa.  Por isso, considero essa uma conquista que, além de muito comemorada, coloca o nome do Brasil, de novo, no mapa mundial do Pôquer.

Para fazer história em Las Vegas, nos Estados Unidos, Akkari, conquistou o tão sonhado bracelete de ouro da World Series of Poker vencendo o americano Nachman Berlin no heads-up. Foram mais de 2 mil inscritos, o que nos dá a noção exata do tamanho da conquista.

Mais aindda porque, depois de quase ser eliminado quando ainda faltavam trinta e quatro jogadores, o brasileiro conseguiu voltar para o jogo e entrou na mesa final como o terceiro maior em fichas. Akkari começou o heads-up com o americano com quase seis milhões de fichas a menos, mas com paciência foi revertendo o quadro aos poucos.

Acompanhei as duas mãos que deram o titulo a Akkari. Foram mágicas.

A primeira foi um all in pre flop. Akkari tinha A8 e o gringo KQ de ouro. O bicudo do às apareceu logo no flop e Akkari dobrou.

Pouco depois, com o brasileiro dobrado e bem demais em fichas, outro all in. O gringo mandou bala com A2 e o Akkari chamou com TK, minha mão da sorte. Infelizmente o gringo seguiu no flop e dobrou.

Bracelete conquistado por Akkari

Mas nessa altura Akkari ainda tinha uma vantagem de 8 milhões contra 4 milhões em fichas. Poucas mãos depois, a consagração: depois de mais de quatro horas de jogo o americano foi all-in com A8. Akkari deu call com rei e valete. A torcida brasileira pediu, junta e em alto e bom som: Rei, rei, rei….. E eles vieram em dobro. Com dois reis em cima da mesa, André Akkari comemorou a vitória com a enorme torcida brasileira presente e ainda por cima levou pra casa mais de 600 mil dólares.

Acompanhei a parte final do heads up no Clube Amigos do Poker, espaço tocado em ~Ribeirão pelo Bruno Assunção. É onde dou minhas baralhadas de vez em quando. Em uma tela de computador, acompanhamos ao vivo as jogadas e torcemos em dobro.

Como não tínhamos como saber as cartas que cada um seguravam, íamos na base do grito da torcida, sempre acompanhando e torcendo. Aliás, a torcida deu um show a parte. Como se estivessem em um clássico de futebol, os brazucas fizeram Ola, entoaram gritos de guerra e infernizaram a vida do gringo. Teve até hino nacional – eu chorei, como sempre – e direito a bandeira brasileira.

O que dizer? Não torcia como torci hoje desde o título do Botafogo Futebol Clube no campeonato paulista de 2010, e posso dizer que foi sensacional. A torcida, o clima, a bandeira do Brasil, enfim, foi um momento mágico. Só resta dizer parabéns ao Akkari e desejar que outros jogadores sigam essa trilha.

Minha estréia em cash games

Ontem, meus amigos, foi um dia diferente. Depois de muito ensaiar, estreei em uma modalidade diferente do poker: o cash game. Foi uma experiência interessante. Eis como rolou:

A II etapa do Circuito Pocket Aces terminou por volta das 2h30 desta sexta. Fiquei de levar o glorioso Maguila em casa, na Vila Carvalho, mais ou menos algumas léguas depois de onde Judas perdeu as botas. Cai em quarto no torneio e tive que esperar o Abusado, que também estava de carona comigo.

Este escriba que vos fala durante a segunda edição do RPT - novas experiências, arrasando no cash

Como sai no zero a zero, ainda estava com vontade de jogar. Lembrei então do LOL Clube, uma casa onde o forte é o ring game, ou seja, jogos a dinheiro. Eu só tinha jogado ring game pelo computador, e mesmo assim muito pouco. Prefiro torneios, inclusive porque os jogos a dinheiro são, digamos, um pouco mais complicados. Mas de algum tempo estava a fim de experimentar e ontem pareceu um bom dia.

O Maguila, que estava com sono, não quis ir. Ele não jogaria, de toda forma, e preferiu ir pra casa. Peguei o caminho – longooooo – e a ideia já deixou a cabeça. Deixei o menino em casa e, quando seguia para deixar o Abusado, ele soltou a frase que mudaria nossa noite:

Sei que já estou quase em casa, mas não rola lá no LOL?

Opa! Claro que rola! E fomos nós

Chegamos lá por volta das 3h. O Abusado tinha puxado um prêmio de R$ 80 e estava disposto a investir até R$ 50 no jogo. Esse valor era o mesmo que eu queria investir. Se perdêssemos, bye bye, vamos pra casa. O que viesse, era lucro.

Acontece que a mesa mais barata da casa, onde os pingos eram de 1 / 2 reais, exigia uma entrada mínima de R$ 100 na mesa. Firmou-se a dúvida.

Minha primeira proposta foi jogarmos de sócios. Com 50 de cada, o Abusado jogaria e nós racharíamos o lucro. Depois, se sobrasse grana, eu jogaria no fim da noite. O Abusado insistiu para que jogássemos os dois.

Pensei que eu ainda tinha um bom dinheiro do poker disponível para jogar. Como ganhei basicamente três vezes mais do que investi, tenho alguma reserva. Não suficiente para jogar regularmente nesse nível, mas adequada para um jogo. Se perdesse, ainda disporia de um bom montante de lucro para jogar.

Meu sistema funciona assim: em um determinado mês, somo tudo que ganhei com o poker e subtraio o que gastei. O que sobra – meu lucro – eu divido em três partes. A primeira delas eu utilizo para aumentar meu capital de giro no poker. Defini que irei investir, por mês, até R$ 150 mensais no esporte. Essa primeira terça parte, portanto, faz com que eu possa jogar mais dinheiro por mês, com o dinheiro do lucro. Também ajuda a pagar o buy in de torneios mais caros, se for o caso. Hoje, por exemplo, disponho de um bankroll de R$ 500 para jogar.

A segunda terça parte eu coloco em uma poupança. É meu dinheiro do poker, que vai ficar aplicado até o fim do ano para ver quanto o esporte me rendeu no ano. Em última análise, posso usar essa grana para financiar jogos de poker, embora evite fazê-lo ao máximo. Até hoje, nunca precisei utilizar. São, por enquanto, outros R$ 500 aplicados.

A terceira parte, por fim, eu utilizo para o dia a dia, geralmente em coisas que não possuem relação com o poker. Pode ser desde uma pizza até o pagamento da mensalidade da creche do meu filho, enfim, vai para usos gerais.

Isto posto, a ideia de jogar o cash me tentou. A ideia de ter que tocar na poupança que abri para depositar os lucros do poker não me era muito agradável, mas a cartada final veio porque, além de parte do dinheiro dos  prêmios, que estão aplicados, defini queo meu bankroll, de R$ 500, poderia sofrer uma baixa de R$ 100 sem comprometer meus jogos do mês. Assim sendo, resolvi encarar.

Pegamos as fichas e fomos para a mesa.

Na segunda mão que participamos, o Abusado fez uma das suas. A intenção era jogar o mais tight possível, escolher boas mãos e jogar forte, para extrair fichas. Nós dois nos daríamos por satisfeitos se conseguíssemos sair com mais do que entramos, mesmo que fossem poucos reais. E nosso stack inicial, muito menor que o do restante da mesa, não permitia que pagássemos para ver com mãos especulativas. Era ir forte com mãos boas. Depois, com mais fichas, poderíamos até rever o jogo.

Eis que Abusado sai com um par de 5 e entra de limp, investindo R$ 2. Outras 5 pessoas o acompanham na empreitada. O flop vem do capeta: 666. Isso dava ao Abusado um full house, mão respeitável e suficiente para sustentar uma aposta.

Todo pimpão, ele beta R$ 15 em um pote que tinha R$ 12. Todos foldam até o Tiaguinho, que trabalha com o Bruno no Amigos do Poker. E é ai que entra o poder de falação do Abusado. Vamos a uma pausa.

No nosso torneio, o Abusado se envolveu em algumas disputas com o Tiaguinho. Acabou inclusive eliminando o guri do torneio. No estilo fanfarrão dele, fez uns calls insanos em cima do Tiago, levou algumas mãos improváveis. Tiaguinho caiu na falação e disse que iria testar até onde o Abusado tinha peito para os calls absurdos, e passou a pressionar. Quando Tiaguinho foi eliminado, a frase geral, na mesa, foi: Eu acho que o peito do Abusado era maior que o seu jogo. E gargalhadas.

Pausa feita, era esse mesmo Tiaguinho que havia chamado a aposta.

O flop vem com J. E Abusado, crente que tinha a melhor mão, dispara outros R$ 25. Nessa altura, ele tinha R$ 58 em fichas, mais que suficientes para continuar no jogo caso sentisse resistência. Mas o Tiaguinho só pagou de novo. E o river veio outro J, uma carta complicada.

Rezei para o Abusado dar mesa. Tiaguinho chamou duas apostas. Então, de dias, uma: ou ele achava que o Abusado estava no blefe, ou estava melhor que ele. Eu imaginei a segunda opção. E o J era especialmente ruim para o Abusado, porque a mesa fez um full house maior que o dele. O par de cinco na mão dele de nada valia. Ou se dividia o pote – melhor das hipóteses, levando em conta as cartas – ou o Abusado tentava roubar.

E, como era o Abusado, foi o que ele tentou fazer.

Sem pensar, ele disparou suas fichas restantes. Foi instantaneamente pago pelo Tiaguinho, que mostrou um 6. O menino estava com uma quadra, o segundo maior jogo do poker. Mesmo no flop, quando tinha um full, Abusado já estava morto na mão.

A aventura do menino durou DUAS mãos, e lá se foram os R$ 100. Conversei com ele na volta e conclui que, se jogasse a mão no lugar dele, provavelmente teria apostado só até o turn e acabaria largando a mão. Talvez fizesse a aposta do turn, mas definitivamente não iria all in no river. Anyway, foram-se as fichas dele.
Agora era comigo.

Foldei uma série de mãos medianas até que recebi um AQ. Fiz um aumento padrão de 3 Big Blinds, até quando um senhor, que estava mamado, mandou um all in de 15. Paguei e fui acompanhado por mais 2. O flop veio ruim: duas cartas baixas e um rei.

Como tinha foldado muitas mãos e a mesa não tinha uma imagem de mim, mas poderia presumir que eu era conservador, optei por uma aposta forte e mandei R$ 35. Simulei um AK, que era muito condizente com minha postura e minha forma de jogar.Todos foldaram e, na hora de abrir as cartas, o senhor bêbado não tinha nada também. Nada bateu, pra nenhum dos dois, e eu puxei um respeitável pote de mais de R$ 50. Foi muito legal levar minha primeira mão no cash. Dei R$ 2 de gorjeta, inclusive, para o dealer e achei o máximo…rs

Confesso que pensei em sair da mesa. Mas fui jogando.

Pouco depois, outra AQ. O flop veio baixo, com um J, e paguei sucessivas apostas de um jogador jovem. Não devia ter pago, mas imaginei que, se batesse, eu levaria um pote grande. No fim das contas, ele tinha um par de mão de 9. nada bateu e fiquei reduzido a R$ 120.

Pouco depois, puxei um pote decente contra o Tiaguinho, aumentando meu stack para R$ 140. Pouco depois, sai com um par de K e levei outro pote, de R$ 50, contra um jogador que tinha um par de 9. Joguei as duas mãos muito bem, mas, no caso do KK, poderia ter extraido mais uns 25 reais dele. Optei por não betar no river com medo de dois pares.

Levei ainda uma outra mão, com K5, quando bateu meu K no flop e, em um pote de 20 reais, apostei oito.

Entrei de limp em algumas outras mãos, mas não joguei efetivamente nenhuma mais. E assim foi minha participação, ao longo de duas horas, no meu primeiro cash game. No total, sai da mesa com R$ 198, praticamente o dobro do que entrei.

Pior que, como tinhamos combinados de jogar de parceiros, o Abusado teve a cara de pau de me cobrar R$ 50 conto dos lucros. Coloquei a grana na carteira e disse que, na próxima, eu pagava os R$ 50 e entrava de sócio com ele. Pode?

Mas enfim, tudo posto, confesso que fiquei tentado a jogar de novo. Talvez com limites menores.

II Etapa do Circuito Pocket Aces

Na gloriosa segunda etapa do Circuito Pocket Aces de Texas Holde´m,  tivemos a não menos gloriosa participação de 12 afortunados, que fizeram um total de 25 rebuys. Foram ainda 12 entradas e 10 add ons,  perfazendo uma arrecadação total que ficou nos R$ 285.

Nessa etapa, pagamos um rake de R$ 30 para a casa que gentilmente sedia nossas baralhadas. Outros R$ 25 foram destinados para o pote a ser disputado no fim do ano. Com isso, já temos R$ 45 na caixinha, que encontra-se aos meus cuidados.

Como em casa de ferreiro o espeto N’AO é de pau, quem levou o torneio foi o Bruno, gentil proprietário do espaço onde brincamos. O  segundo foi o surpreendente Abusado, nosso idolatrado líder temporário do ranking. Marcelo, o mais regular entre os jogadores –  chegou ITM em todas os jogos – incluindo as etapas antes do Circuito – foi o terceiro e este que vos fala o quarto, seguido de Wlad, em  quinto, que fechou a lista dos felizes premiados.

Segue resumo da etapa

Jogador Rebuys Add on Investimento Prêmio
Bruno 4 X R$ 35 R$ 95
Abusado 4 X R$ 35 R$ 80
Marcelo 2 X R$ 25 R$ 35
Schiavoni 0 X R$ 15 R$ 15
Wlad 2 X R$ 25 R$ 5
Tiaguinho 1 X R$ 20
Cris 1 X R$ 20
Leandrius 1 X R$ 20
Maguila 2 X R$ 25
Turquinho 5 X R$ 40
Jota 3 R$ 20
Gauchinho 0 R$ 5
TOTAL 25 R$ 285 R$ 230
Arrecadação R$ 285
Rake R$ 30
Caixinha R$ 25

Com os resultados inesperados da noite, a disputa, no entanto, segue  acirrada pelo título de Mr. Pocket Aces, pela fama e pela glória.  Segue a classificação do torneio.

Jogador Pontos Etapas ITM
Abusado 45 2 2
Schiavoni 41 2 2
Turquinho 38 2 1
Bruno 36 1 1
Marcelo 35 2 2
Wlad 16 2 1
Leandrius 12 2
Brunão 11 1
Tiaguinho 11 1
Jiban 9 1
Cris 9 1
Pastel 7 1
Maguila 5 1
Gauchinho 2 2
Jota 2 1

 

Sétimo no Ribeirão Poker Tour – bom resultado, péssima jogada

Provavelmente o dia de hoje, e uma jogada em especial, vai ficar me assombrando por alguns dias. Por isso mesmo, resolvi escrever pra ver se, analisando racionalmente, me desapego de remoer uma puta comida de bola que dei no Ribeirão Poker Tour.

Mas vamos aos fatos.

Éramos dez jogadores na mesa final, e eu cai em sétimo. Premiação de 1/6 do que poderia ser se eu fosse o campeão. Mas esse não é problema. Vamos analisar.

Com um total de 120 jogadores, chegar na mesa final foi uma vitória. Coroou 14 horas de jogo. Mas é claro que, tendo a oportunidade de jogar, queria mais.

Analisando a quantidade de fichas e os jogadores, achei que terminar entre os cinco era uma possibilidade bem concreta. Não estava errado. Basta dizer que eu considero o resultado extremamente positivo, Mesmo. Só me incomoda o fato de como deixei o torneio.

 Joguei o torneio de forma sólida desde o início. Foldei muitas mãos que a maioria jogaria. A10, AJ, par de dez, par de 7, par de 5. Na mesa final, comecei jogando minhas cartas, eliminei dois jogadores que estavam mais short e por uma dessas coincidências que só o baralho nos dá, fui em dois all in com o Caniggia, o menor stack do torneio, ambos em condições de vencer – um KQ contra A 10, sendo que fiz dois pares no flop, e outra com par de dez contra AJ. Nas duas, ele levou. Mas nada que diminuísse consideravelmente meu stack. Eu, que comecei em segundo com 369 mil fichas, cheguei ao primeiro intervalo ainda em segundo, mas com 700 mil. Um excelente avanço, que me deixou bem animado.

Na volta do intervalo, cometi um erro que julgava já ter eliminado do meu jogo. O único erro, imagino, na mesa final, e que me custou o torneio e a chance de brigar mais.

Vale dizer que as cartas passaram a não bater. Muita bofeira, algumas cartas médias fora de posição e uma infinidade de as com kicker pequeno. Ignorei mãos parecidas com estas durante 14 horas no primeiro dia. Mas, como a mesa estava muito agressiva, e os potes estavam sendo empurrados com praticamente qualquer mão, resolvi que iria jogar ainda mais duro para partir pra cima com amplo favoritismo na mão.

Infelizmente, pra mim, não consegui.

Vale a pena um registro. Fernando Mão, jogador de poker, um dos meus antagonistas no Pocket Aces e um jogador a quem respeito, havia dito uma vez sobre meus calls insanos. Algo como bluff call. Chamar mãos que sei estar perdendo, e muito, sem motivo ou razão. Concordei com ele e comecei a trabalhar esse detalhe foda no meu jogo. E diminui muito os calls insanos. Nos últimos meses, não lembro de ter feito nenhum de relevância. Consegui inclusive segurar bem a onda, evitando até apostas com mãos médias em situações extremas.

Mas enfim, o que me tirou foi um call insano.

Jogando extremamente conservador, e ajudado pelas cartas, que não vinham, fiquei pelo menos 25 mãos sem agir. A melhor mão que deixei foi um AJ naipado fora de posição. Cofrinho, campeão paulista de 2009, estava duas posições antes de mim. E, como sempre, tentando roubar minhas blinds.

Ganhei ao menos cinco potes dele respondendo aos roubos com aumentos, ou esperando para ver o flop e, ao bater minha carta, fazer a aposta correspondente. Uma mão – apenas uma – ,mudou isso.

Com blinds em 20 mil, Cofrinho, o último a falar, aumentou para 55. Já tinha colocado 20 no pote e imaginei que poderia tentar ver o flop. Detalhe: não fiz isso o campeonato inteiro. Paguei apenas uma mão com A7, naipado.

Impressionante que fiz a leitura perfeita dele, mas fiz tudo ao contrário do que li. Com um raise pequeno, ele sabia que as chances de eu pagar eram grandes. Se não quisesse ação, poderia ter empurrado um all in ou mesmo uma aposta maior. Meu alerta, atento, me mandou largar a mão ali, mesmo, mas pensei, bobo, que um ás no flop poderia ser rentável. E paguei.

Até ai, trata-se apenas de uma decisão menor, que não mudaria o andamento do torneio. Ainda estava entre os quatro maiores stacks e podia me dar o luxo de uma mão pra lá de marginal, mesmo sabendo que a decisão correta era largar.

Foi o primeiro erro, mas de longe o menor, dessa mão.

O flop veio Q37, sem nada de naipes. Eu tinha A3, fiz um par. Na mesma hora, instintivamente, imaginei que estava atrás. Mas era a mão errada, na hora errada. Dei mesa e o Cofrinho fez uma aposta de 55 mil. Uma aposta curta, implorando pra ser chamado. E o meu radar apitou forte, mas eu ignorei. Paguei.

Naquela hora, mesmo meu instinto me dizendo que ele estava muito na frente, decidi representar uma dama na mão. Pensei, comigo mesmo, mil vezes que QQ ou mesmo AQ, além de qualquer par entre AA e TT, eram possibilidades. A única opção que me colocaria na frente era algo como AJ ou AK. Algo extremamente improvável, especialmente pela forma como ele vinha jogando essas cartas.

Vem uma nova dama. Eu meso, ele beta a mesma aposta, eu resolvo fazer o move mais absurdo do torneio, Volto 200 mil, na tentativa de tirá-lo do pote. Ele volta all in, com um valor semelhante ao meu. Pouco maior.

Me sobravam nesse momento 140 mil fichas. Mais do que suficiente, diga-se, para que eu decidisse fazer a única coisa certa e largar a mão.

Vale dizer que alguns jogadores, que começaram na casa dos 60 mil, estavam vivos no torneio. Eu sabia que estava perdendo, e que nenhum out poderia me salvar. Nem o A. Mas, para completar o tilt, paguei. Ele mostrou, orgulhoso, um par de QQ nas mãos. Fez uma quadra. Resumindo, uma mão jogada de forma estúpida, a única que vacilei no torneio, me fez sair do torneio de uma forma que não vai me descer na garganta.

Veja, não trata-se de ter saido. Se eu fosse nessa mão com o Cofrinho de AA ou AK e ele quadrasse a dama, acontece, é coisa do jogo. Sairia derrotado, mas não puto comigo mesmo. Mas enfim, o fato é que, na hora decisiva, não joguei meu melhor jogo. Tive um surto e voltei a ser o Call Insano que não dava as caras há muito tempo.

Fica a sensação terrível que poderia ter chegado bem mais longe. Mas, pior ainda, fica a sensação de que uma bobeira colocou horas e horas de jogo paciente e equilibrado a perder. Uma pena e um problema, já que essa jogada absurda não vai me sair da cabeça pelos próximos meses.

Falando com o Bruno Addunção, um dos organizadores do evento, no pós torneio, contei a jogada e ele foi polido o suficiente ao dizer que uma jogada muda o torneio. É verdade, mas eu fiz questão de dizer que joguei absurdamente errado a mão. Ele comentou que, sendo o primeiro torneio maior que jogo ao vivo, o resultado foi bom.

Concordo.

Imagino também que, em uma situação parecida, no futuro, esse evento me ajude a controlar os instintos absurdos e segurar a onda. Tomara. Se ajudar no aprendizado, está valendo.

Na final do Ribeirão Poker Tour

Caras, essa noite vai ser díficil de esquecer.

Depois de 14 horas de poker, estou entre os dez melhores jogadores do Ribeirão Poker Tour, torneio que reuniu mais de 120 pessoas no hotel JP, em Ribeirão. O jogo começou às 14h; cheguei às 14h40 e deixei o local às 3h30. Cansativo, mas liindo.

As mãos bateram, minha imagem foi bem construída e, depois de muitas jogadas, passei para o dia decisivo com o segundo maior número de fichas. O décimo leva R$ 450, o primeiro R$ 7 mil. Pequena diferença… rs

O dia de ontem foi marcado por algumas situações que, por serem novas, trouxeram intensos sentimentos. Joguei o que pode ser encarado como meu melhor jogo, tranquilo. Desde o começo, fui vencendo etapas sequentes que me impunha durante o jogo, ganhando gradualmente confiança.

A mesa final acontece hoje, domingo, às 15h. Vou sem pressão e espero apenas fazer o meu jogo. Veremos o que a tarde nos reserva.

O jogo de ontem, na minha opinião, teve três mãos emblemáticas para mim. Senti que tinha chances concretas de chegar entre os melhores quando restavam algo em torno de 40 jogadores. Tinha, nesse momento, uma imagem muito sólida na mesa, levando potes sem contestação. Optei por jogar firme, com mãos de boa qualidade, sempre mostrando aos jogadores minhas cartas. Embora não seja usual, funcionou: depois de casar com o par de damas (sempre elas!) – foram cinco durante a noite – os jogadores perceberam que se envolver em mãos comigo era mais duro do que com os demais jogadores.

Isso foi suficiente para me deixar entre os 30 melhores. Ai, por volta das 23h, aconteceram duas coisas que foram importantes na minha história nesse torneio: veio para a nossa mesa o Cofrinho, campeão paulista de poker. Embora seja uma grande bobagem, jogar com um campeão como o Cofrinho dá aquela pesada. Ele chegou chip leader, montado em fichas. Decidi mostrar o meu jogo, sem medo.

Logo em sua primeira mão, ele subiu, agressivo, e mostrou AK. Ninguém contestou, claro.

Na segundo, o mesmo aumento agressivo. Veio KQ, voltei um tribet nele… Ganhei um belo pote, pois ele não pagou. Na minha cabeça, fiquei pensando: caráleo, dei a volta no campeão paulista de poker. E levei.

Mas não foi a única.

Poucas mãos depois, ele faz o aumento agressivo, 4 BB. Eu aumento de novo, dessa vez com AK. Ele folda e eu mostro. Nessa hora, minha imagem na mesa não podia estar melhor.

Nessa altura, faltando 18 pessoas para o dinheiro, eu tive noção que poderia chegar.

Mas o baralho castiga, e logo eu iria saber disso. Nessa altura, tinha quase 250 mil fichas.

Seguimos jogando até que restaram apenas 18 jogadores. Oito precisavam cair para que o dia fosse encerrado. Sono, dor de cabeça, estresse, fome,e enfim, tudo que podia prejudicar a concentração estava lá. Era preciso cuidado, mais eu estava confiante.

Até que mudou tudo.

Sai com AQ naipado. Boa mão para subir. Acontece que, antes de mim, um cara que estava com poucas fichas fez um aumento para 25 mil. Restaram pouco mais de 50 mil no stack dele. Ao invés de pagar e ver o flop, o que seria a manobra usual, resolvi, talvez com excesso de confiança, tentar ganhar o pote ali mesmo. Voltei 60 mil na aposta, forçando que os outros jogadores largassem a mão. E forçando o outro jogador a ir all in.

Ele tinha AK, naipado. Copas.

O showdown veio com K e, no river, ele flushou. Dobrei as fichas do short stack e ao mesmo tempo reduzi minhas fichas a perigosos 180 mil. Mas tudo pode piorar.

No pote seguinte, blinds em 3/6 mil, com K7 naipado, de ouro, resolvi que era hora de fazer um move. Aumentei para 25 mil. Um cara, que, depois, viria a ser meu antagonista, voltou all in. Lamentando a bobeira, larguei a mão e vi meu stack chegar ao menor nível das ultimas horas, algo em torno de 160 mil fichas.

Joguei mais algumas mãos, perdi mais algumas fichas, mas nada de relevante aconteceu pelas próximas  mãos. Apenas o total de jogadores foi caindo. Dez teriam a honra de voltar no domingo. Estávamos em 14. E eu perigosamente perto das últimas posições. Estava confiante, mas sabia que, com os últimos adventos, eu só poderia jogar com mãos giantes.

E, como manda o baralho, ela veio logo.

No meio da mesa, saio com AK naipado. Copas. Pra mim, é o naipe que mais bate flush. Mas não pensei nisso. Era a mão que eu precisava.

Com blinds já em 8 mil, alguém antes de mim resolve me ajudar e sobre para 25 mil. Podia pagar para ver e esperar o flop, fazer um aumento significativo para isolar o pote ou ir all in e impedir os jogadores de entrar… O risco é que, com 4 pessoas para falar, alguum par poderia pagar. Estávamos perdo da bolha. E eu, sem pensar que minha história no torneio poderia acabar ali, empurrei todas as fichas no pano verde e rezei para não ser pago.

Rezei, mas fui. Pelo mesmo cara que havia voltado a casa contra mim quando eu subi de K7 naipado.

Como era natural, todos foldaram. Nesse momento, achei que estava contra um par, talvez QQ, KK ou AA. Aventei a possibilidade do AK, o que desejava demais naquela hora. AK era a garantia de ganhar algumas fichas e permanecer no jogo. Mas o baralho tem seus caprichos e mostrou que nem sempre é assim.

Meu adversário mostrou AK napiado, espadas. E, na batalha das cores, haveria surpresas.

Não lembro as cartas. Mas o flop veio com uma espada e uma copa. Nada.

Eu em silencio, quase rezando. E o turn trouxe uma copas. Arreipei. Quase em silência, comecei a bater na mesa, pedindo… copas, copas, copas… Não ouvia nada, ninguém, apenas pedia copas.

Vem, copas, vem, copas, vem copasssss

E o baralho, dessa vez, me ouviu. Veio copas. Só lembro de ter gritado, muito alto, alguma coisa que não recordo.

O jogador que tinha ido all in contra mim e vencido definiu. “O mesmo AK, que, comigo, te tirou as fichas, te trouxe de volta”, Nada mais certo.

Dobrei minhas fichas, entrei nas 300 mil fichas e voltei ao jogo.

Nesse momento, o cansaço tomava conta. E as pessoas continuavam a cair, éramos em 12 agora, e apenas dois precisavam ir pra casa. Na outra mesa, um caiu. Estávamos na bolha.

Depois de algumas jogadas protocolares, onde sequer entrei nas mãos para evitar decisões difíceis, estávamos em 11. Um para cair e eu desejando ardentemente o fim do dia. Queria cama.

Um acordo providencial fez com que o 11 colocado recebesse premiação de R$ 200. Pronto, a bolha não existia mais, mas era preciso que alguém caisse para que a mesa final fosse definida.

E ai entra em cena minhas poderosas damas. Pela quinta vez na noite, fui brindado com QQ. E eu, como disse na mesa, não costumava gostar de jogar com as senhoras.

Do meio da mesa, o cara com stack mais curto vai all in, com 60 mil fichas. Pedi a benção aos deuses do baralho e voltei all in, para isolar. Todos largaram e meu antagonista mostrou um par de 7. Sem sustos, as senhoras seguraram e estava formada ali a mesa final.

Com quase 400 mil fichas, sou o segundo. Agora é jogar o jogo.

Uma prova, por sinal, que AA não é fundamental, embora ajude. Não joguei com nenhum par de A, nem nenhum par de J. Foram 5 pares de dama e um par de KK. Não recebi muitas mãos maravilhosas, mas me virei bem com o que tive. E agora, senhores, é jogar pela glória.

Depois de alguns minutos papeando com o Cofrinho, que também está na mesa final, tento assimilar o que rolou. Foi meu segundo torneio maior, o melhor resultado e o maior premio nos torneios ao vivo. Muita coisa nova.

Pego minha moto, dou aquele bom e velho tranco pra pegar. Na saida, acelerando como doido, grito, comemoro, faço a festa. Estou na final.

Ribeirão sedia segundo maior evento de poker de SP

Ai vai uma dica para quem quer se divertir no fim de semana. Já estou com minha inscrição garantida e recomendo a todos que gostam do esporte e mesmo a quem queira conhecer mais sobre o esquema que visitem o Hotel JP neste fim de semana. Vale a pena.

Eis o release 

Ribeirão Poker Tour acontece nos dias 6, 7 e 8 de maio e oferece torneios de R$ 480 a R$ 20; pelo menos 700 jogadores devem passar pelo evento

Jogadores durante o primeiro Ribeirão Poker Tour de 2011: diversão nas mesas para todos os bolsos

Ribeirão Preto recebe, nos dias 6, 7 e 8 de maio, a segunda etapa do Ribeirão Poker Tour 2011, segundo maior torneio em número de participantes do poker de São Paulo. No final de semana do evento, são programados quatro torneios, com entradas que variam de R$ 480 a R$ 20. O torneio será realizado no Hotel & Resort JP e a estimativa dos organizadores é que pelo menos 700 jogadores passem pelo evento durante seus três dias.

Segundo Bruno Assunção, um dos organizadores do evento, há espaço para todos os tipos de público. “Esse é o grande evento do poker de Ribeirão e estamos de braços abertos para receber todos os jogadores”, salienta Bruno, que ressalta, ainda, que haverá um sistema de pontuação para os jogadores que disputarem o Main Event.

Bruno explica ainda que serão disputadas cinco etapas ao longo do ano. Quem somar mais pontos ao longo de todos os torneios ganha, além das premiações de cada etapa, um carro zero quilômetro no valor de R$ 25 mil. “É uma forma que encontramos para estimular a regularidade dos jogadores. Com isso, é possível que, mesmo sem ganhar uma etapa, seja possível conquistar um excelente prêmio”, avalia.

Torneios

No torneio mais caro, o High Rollers, a premiação garantida é de R$ 15 mil. Já no Main Event, com entrada a R$ 200, a premiação garantida ultrapassa os R$ 20 mil. Os demais torneios, com entradas respectivamente a R$ 50 e R$ 20, não possuem premiação garantida, ou seja, o total de prêmios depende da quantidade de inscritos.

Bruno ressalta ainda que o Ribeirão Poker Tour reúne jogadores de mais de 40 cidades ao redor de Ribeirão Preto, contando com a presença também de jogadores do Triangulo Mineiro e de outros estados. “Além dos jogadores da cidade, haverá a presença de alguns dos melhores jogadores do Brasil, incluindo alguns campeões de etapas do Circuito Paulista e do Brasilian Series of Poker, dois dos maiores eventos do país”, explica.

O Ribeirão Poker Tour é organizado pela Associação Regional Amigos do Poker, em parceria com a Any2 Eventos. Mais informações podem ser obtidas através dos sites www.amigosdopoker.net ou www.amigosdopoker.com.br. A organização também disponibiliza o telefone (16) 9270-9130 para que qualquer dúvida sobre o evento seja sanada.

O Poker

O Poker, modalidade Texas Hold´em, foi reconhecido oficialmente em 2010 pela Federação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA) como esporte de habilidade. Com isso, o Comitê Olímpico Internacional decidiu que a modalidade estará presente nas Olimpíadas de Londres, em 2012, como esporte de apresentação.

Bruno Assunção faz questão de ressaltar que o torneio realizado em Ribeirão é totalmente legal e conta com autorização das autoridades municipais e estaduais para sua realização. “Existem decisões do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e um laudo da Polícia Civil paulista que reconhecem o poker como jogo de habilidade. Nosso torneio acontece respeitando a legislação e com os respectivos alvarás”, explica.

Vale ressaltar que, no sistema de campeonato, não há apostas em dinheiro. O concorrente paga uma inscrição e recebe um número de fichas cujo valor é simbólico para efeito da disputa. O que está concorrendo é um prêmio ao final da competição. “É o mesmo que acontece em esportes como o golfe e o tênis dentre outros”, ressalta Bruno.

Contato para a imprensa:

Eduardo Schiavoni

(16) 9178-0387 ou easchiavoni@hotmail.com